quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

2012: o ano dos maxiscooters

Com novidades vindas da Aprilia (SRV 850), BMW (C 600 e C 650 GT), Honda (Integra) e Yamaha (T-Max 530), tudo leva a crer que 2012 será o ano dos maxiscooters. Conheça abaixo as principais características das novidades que começam a chegar às concessionárias neste mês… para europeus, é claro. Por aqui, a não ser que tenhamos uma grande e grata surpresa, nenhum desses modelos deve desembarcar oficialmente a curto prazo. Por enquanto, nessa categoria a Suzuki segue sozinha em nosso mercado com a família Burgman.


Aprilia SRV 850




A Aprilia apresentou o novo SRV 850 no EICMA (Salão de Milão). O SRV propõe um novo conceito de scooter, hamonizando um comportamento esportivo, um design que lembra o padrão estético das suas superbikes da marca e toda a praticidade que esperamos encontrar em um scooter.

O SRV 850 é equipado com motor bicilíndrico em V (de 90°), 850 cm³ e injeção eletrônica capaz de atingir a potência máxima de 76 cv à 7.750 rpm e torque máximo 7,8 kgfm à 6.000 rpm, números que a colocam no topo da categoria.

Para suportar tanto desempenho, os italianos capricharam na ciclística e garantem à gigante SRV um comportamento e rigidez típicos de motocicleta. Para ter uma idéia, este scooter é capaz de deitar até 45° nas curvas!


BMW C 600 Sport e C 650 GT





A BMW Motorrad também aproveitou o Salão de Milão para apresentar seus dois novos maxiscooters; o C 600 Sport (mais esportivo) e o C 650 GT, que se destaca pela aptidão touring.

Apesar de compartilharem a mesma plataforma (chassi e motor), os dois modelos mostram características de estilo e ergonomia bem diferentes. O C 600 Sport é mais compacto, estreito e, consequentemente, proporciona maior agilidade para trafegar pela cidade, já a versão 650 GT é nitidamente mais luxuosa e imponente, trazendo características típicas de motocicletas touring.

O motor é um inédito bicilíndrico em linha (pesa apenas 81 kg), DOHC, de exatos 647 cm³ e arrefecimento líquido. A taxa de compressão é de 11,6:1, Gera 60 cv a 7 500 rpm e torque máximo de 6,7 kgfm a 6 000 rotações. Na busca de um centro de gravidade o mais baixo possível e do mínimo de vibrações, os engenheiros alemães resolveram montar a bancada em um ângulo de 70° para a frente. O chassi é um dupla viga de alumínio fixado por parafusos, o que segundo a fábrica é a melhor receita para proporcionar facilidade de manuseio, precisão de direção e estabilidade com elevada rigidez.


Honda Integra




É com o novo Integra que a Honda entra de vez na guerra pelo mercado das maxiscooters.

As grandes novidades deste modelo japonês estão na mecânica. O Integra é o primeiro modelo Honda a utilizar o novo motor bicilíndrico em linha com arrefecimento líquido e comando simples no cabeçote. A potência máxima é de 51 cv a 6 250 rpm e o torque alcança 6,3 kgfm a 4750 rpm. Segundo a Honda, o scooter atinge até 25 km/l.

Acoplado ao motor encontramos a segunda geração da transmissão DCT (Dual Clutch Transmission) com seis velocidades e sistema de dupla embreagem, que como você já sabe, permite trocas manuais ou automáticas. A ciclística acompanha a modernidade do conjunto com rodas de 17”, ABS combinado de série e suspensões dimensionadas para proporcionar conforto e agilidade no dia a dia e excelente estabilidade em vias rápidas.


Yamaha T-Max 530




Com a chegada de concorrentes tão fortes, a Yamaha não perdeu tempo e promoveu uma profunda reformulação no seu maxiscooter, o T-Max, tudo para manter a liderança na categoria, especialmente na Europa, região onde os scooters são os veículos de duas rodas mais vendidos.

O design ficou muito mais agressivo e aerodinâmico, e o motor bicilíndrico em linha cresceu — chega agora a 530 cm³ — e ganhou uma otimização geral na eletrônica e admissão. O resultado é mais potência (46,5 cv a 6 750 rpm) e torque (5,3 kgfm a 5 250 rpm), os engenheiros também reformularam completamente o sistema de câmbio CVT, que apesar de mais robusto ficou mais leve que o anterior.

O freio traseiro ganhou um disco de maior diâmetro (passou de 267 para 282 mm) enquanto o chassi e a balança de alumínio também foram revisados. Só nesses dois últimos itens, além do ganho em comportamento dinâmico, o T-Max perdeu 4 kg.



Fonte: Best Riders

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